30% das PME's do país nao tem antivírus ou segurança de dados.

Pesquisa Symantec revela que grande parte das empresas Brasileiras são vulneráveis a vírus.

Embora as Pequenas e Médias empresas da América Latina saibam que Segurança da Informação é importante, os índices de prevenção ainda são baixos e poucas usam soluções de proteção. Segundo a Pesquisa Symantec 2009 sobre Armazenamento e Segurança nas PMEs, realizada com 300 companhias (entre 10 e 500 funcionários) de países latino-americanos, 29% delas não possuem solução de antivírus. No Brasil, o percentual das empresas ouvidas é de 30%.
 
“Esse índice é surpreendente, uma vez que identificamos ser vírus a principal preocupação do segmento quando se trata de segurança. Em segundo lugar, vazamento de dados e, em terceiro, conexão remota. No Brasil, o spam aparece em terceiro lugar. Isso porque, somos o segundo maior País da AL em mensagem eletrônica não solicitada”, revela Marcelo Saburo, gerente Comercial da Symantec Brasil.

Mesmo diante desse cenário, 28% dos entrevistados afirmaram que destinam entre 21% a 40% do budget de TI para Segurança da Informação. Apesar da crise econômica, 42% planejam aumentar o orçamento de Tecnologia da Informação. Em contrapartida, a falta ou não de investimento é apenas uma parcela da falta de proteção nesse segmento.

De acordo com as companhias ouvidas para o estudo, a falta de preparo dos funcionários para gerenciar o ambiente de segurança é um dos maiores problemas: 32% das empresas na América Latina não possuem um pessoal dedicado à segurança. No Brasil, o cenário é um pouco melhor, 28% delas não tem pessoal capacitado para a manutenção e a correção de problemas é realizada pelo próprio usuário.

Além disso, os riscos geram vazamento de informações. No Brasil, 50% das empresas ouvidas dizem ser a perda ou roubo de laptops um dos maiores prejuízos. A falha de sistema ou no hardware, com a perda do HD, também está entre as principais causas de perda de dados. “Em terceiro lugar, a perda de fitas de backup ou dispositivos de informações sensíveis (fitas de backup, pen drive, câmera) também preocupa as PMEs, principalmente as brasileiras, uma vez que 43% delas ainda realizam cópias de segurança em fitas”, observa Saburo.

De acordo com a pesquisa, a vulnerabilidade se dá pela falta de proteção das empresas latino-americanas nos endpoints (qualquer hardware que faça interação entre a empresa e o usuário), totalizando 42% do total de companhias ouvidas na AL contra 47% nacionais.

As pequenas e médias também usam pouco soluções de backup, 48% na AL contra 42% no Brasil. Também há falhas no uso de ferramentas de antispam, 36% das organizações da AL deixam de adotar esse tipo de política contra mensagens eletrônicas indesejadas, sendo que esse índice não é diferente no Brasil, ficando com 35%.
 
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